MONSANTO - O MAIOR PRODUTOR DE TRANSGÊNICOS OU ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM). O QUE SÃO, AS PESQUISAS, OS PERIGOS E O LADO OCULTO DA EMPRESA...
O que são alimentos transgênicos? Os alimentos transgênicos são modificados geneticamente em laboratórios com o objetivo de conseguir melhorar a qualidade e aumentar a produção do produto. Os genes de plantas e animais são manipulados e muitas vezes combinados. Os organismos geneticamente modificados, depois da fase laboratorial, são implantados na agricultura ou na pecuária. A manipulação genética de plantas é relativamente simples e fácil, pois a partir de uma única célula se pode obter outra planta (Amabis). As propriedades dos genes bacterianos de resistência a pragas na lavoura seriam transportadas para as plantas transgênicas, com o mesmo efeito, e isso viria a baratear o custo dos alimentos.
Vários países estão adotando este método como forma de aumentar a produção e diminuir seus custos, sendo que o Brasil se tornou o segundo maior produtor de transgênicos no planeta, com 21,4 milhões de hectares plantados. Com isso, o Brasil plantou 16% dos 134 milhões de hectares de transgênicos cultivados em 2009 no mundo. No ranking, feito com dados relativos ao ano de 2009, o país ultrapassou a Argentina --cujo plantio chegou a 21,3 milhões de hectares-- e fica atrás dos Estados Unidos (com 64 milhões). A base de produtos geneticamente modificados plantados no Brasil reside na soja (71%), no milho (31%) e no algodão (16%), segundo a entidade. Os principais Estados produtores que adotaram tecnologia transgênica são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins.
A biotecnologia dos alimentos, da qual a Monsanto detém o domínio, tem a capacidade de através da modificação genética, técnicas que incluem DNA recombinante, introdução direta em um ser vivo de material hereditário de outra espécie, incluindo micro-injeção, micro-encapsulação, fusão celular e técnicas de hibridização com criação de novas células ou combinações genéticas diferenciadas, ou seja, que não encontramos na natureza.
Na agricultura, por exemplo, uma técnica muito utilizada é a introdução de gene inseticida em plantas. Desta forma consegue-se que a própria planta possa produzir resistências a determinadas doenças da lavoura.
A biotecnologia aplica essas técnicas também na produção direta de alimentos industrializados.
A biotecnologia dos alimentos acompanha a humanidade já de longa data, desde que o homem começou a produzir vinho, diversos tipos de cogumelos (fungos), etc., e estes se mostraram “seguros” para o consumo (salvo questões éticas e de saúde como vícios, alergias, etc..) depois de décadas de pesquisa e comprovação científica.
Não obstante, quando o assunto biotecnologia desloca-se para o âmbito da manipulação genética, não há pesquisas longas o suficiente para atestar sua segurança, e muito menos dados científicos transparentes, para avaliação e acompanhamento de sua ação no meio exterior ao das criações dos transgênicos.
Primeiro, vamos esclarecer, organismos geneticamente modificados (OGMs) ou transgênicos, devem, antes de sair dos laboratórios, passar por uma bateria de testes para que seja verificada a segurança de seu uso, e quais os impactos de sua exposição ao ambiente externo ao do laboratório, assim como, as conseqüências a médio e longo prazo para a saúde holística e qualidade de vida das pessoas e seres vivos em seu entorno. Devem ser estabelecidas, também, zonas de cultivo livres de transgênicos, para que a biodiversidade possa ser preservada. Estamos falando de biossegurança! Sem falar nas questões sócio-econômico-ambientais...
Independente de qual “OGM - Organismo Geneticamente Modificado” está tratando, seja, um fungo, uma bactéria, um vírus, um vegetal, os OGMs só podem ser considerados como seguros - ou seja, após e somente após, terem sido submetidos aos testes mencionados – só devem ser adotados, se além de agregarem algum tipo de benefício (além dos financeiros e políticos para a empresa produtora), este não poder interferir negativamente nas questões sócio- econômico-ambientais do país.
A questão premente na área sócio-econômica é que poucas multinacionais (neste caso específico a Monsanto) podem monopolizar a produção de sementes OGMs para a agricultura, tornando agricultores brasileiros e o Brasil dependentes de seus interesses. As conseqüências econômicas maléficas de nossa dependência seriam que os transgênicos poderiam provocar queda na produção e/ou aumento de seus custos, estes levariam ao aumento do desemprego e a exclusão social no Brasil, e representa um risco de segurança alimentar aos brasileiros. Isto numa visão apocalíptica, mesmo assim, nada irreal quando se está tratando de uma única multinacional que detém toda a produção nacional de OGMs.
Outro ponto da área sócio econômica é que as variedades transgênicas não são mais produtivas do que as convencionais ou muitas das tradicionais; e tampouco suplantam a produção em menor escala dos orgânicos (e estamos falando de pequenos produtores sem qualquer apoio governamental e/ou redução de taxas/impostos de transporte, apoio operacional, de tecnologia, etc.).
A realidade é que a indústria de biotecnologia precisa expandir mais suas sementes, portanto, dá-lhe propaganda, maciços investimentos, subsídios, “pseudo-pesquisas” que atestam a grande vantagem na compra e produção de grãos e sementes OGMs. Os fazendeiros brasileiros se “curvam”, abrem mão do cultivo tradicional, e aderem aos transgênicos como se fossem a “salvação da lavoura”, e num futuro bem próximo, estarão totalmente atrelados e à mercê destas indústrias. E parece que, no Brasil vamos caminhar para o mesmo processo de dependência que os fazendeiros americanos vivem. Há mais ou menos 20 anos, os fazendeiros americanos de milho e soja podiam comprar suas sementes de 400 a 500 empresas diferentes, o que oferecia diversidade, preços competitivos e opções de escolha, hoje há literalmente 4 ou 5 empresas no mercado. Não há competitividade, variedade de tipos de sementes e este oligopólio, causa não só problemas sócio-econômicos, mas um perigo à própria biodiversidade de grãos, sementes, frutos, etc.
Esta é uma das prerrogativas de empresas biotecnológicas como a Monsanto, elas compram todas as sementes, e limitam a quantidade e variedade de sementes disponíveis no mercado, e apostam em monoculturas como do algodão, da soja, do milho, da batata, do arroz, da laranja, etc.. Um exemplo claro é do arroz na índia, onde naturalmente existia mais de uma dezena de variedades diferentes do arroz, com a entrada de alimentos transgênicos no país, a Monsanto monopolizou o cultivo e somente um tipo de semente de arroz era encontrado para compra pelos produtores locais.
Este é um dos planos destas indústrias de biotecnologia de alimentos que é introduzir tecnologia exterminadora, que fará com que as sementes se tornem estéreis, forçando os fazendeiros a sempre voltarem aos “catálogos” da Monsanto. O objetivo da Monsanto quando desenvolveu tal tecnologia não estava impregnada em ideais sublimes como “oferecer alimentos de qualidade nutricional” ou “ facilitar a vida dos fazendeiros com alimentos de primeira linha” ou “baratear os alimentos e acabar com a desnutrição ou fome mundial”, longe disso, é fazer com que 1,4 bilhões de fazendeiros no mundo todo armazenem suas sementes e sustentem sua tecnologia. Como? Está claro a formação de um oligopólio mundial de sementes onde os fazendeiros e produtores terão que pagar os “royalties” das sementes à Monsanto. E olhe a coincidência, as mesmas empresas que controlam as sementes geneticamente modificadas controlam a produção de 60% dos pesticidas (agrotóxicos). Sendo que 85% dos produtos transgênicos são projetados para consumir estes herbicidas. Enfim, os fazendeiros (e conseqüentemente, os consumidores) ficam dependentes dos pesticidas e/ou dos transgênicos da Monsanto e suas congêneres.
E também, muito se fala que a produção de alimentos transgênicos em larga escala beneficiaria o consumo humano, pois é menos onerosa e isso a tornaria acessível a toda a população. Não obstante, se fizéssemos um quadro comparativo da entrada e comercialização de transgênicos no Brasil, não veríamos grandes variações de preços que barateassem seus produtos, exceto os fatores econômicos envolvidos como inflação, safra, mercado internacional (bolsas, dólar, etc), planos e crises de governo, etc.. Enfim, se os OGMs do mercado fossem comparados com os produtos convencionais (com defensivos agrícolas = agrotóxicos) não houve qualquer diminuição significativa de preço para os consumidores; mas é claro, alguém se beneficia nesta cadeia, neste caso a detentora dos “royaties mor” a Monsanto. Então, não se iluda com esta idéia que os alimentos transgênicos são bem baratinhos.
Ao estudar a história dos alimentos, me recordo que os primeiros defensivos agrícolas (agrotóxicos) surgiram quando o ser humano passou a fazer uso da monocultura, e com isso, deixou de proteger naturalmente suas plantações (orgânicas) e abriu espaço para pragas diversas, e então, para resolver rapidamente o problema começaram os estudos sistemáticos sobre o uso de “compostos químicos” no fim do século XIX, depois foram largamente usados a base de cloro no ano de 1938, e depois se desenvolveram junto com a mecanização da agricultura nos anos 70, chegando aos venenos que encontramos hoje no mercado. Vêm desta época (e até antes) os primeiros ataques e críticas quanto ao uso excessivo de venenos (agrotóxicos) na agricultura.
E recordo que a maior defesa dos agrotóxicos é que estes exterminariam a fome mundial, já que acabariam com perdas de plantações, eram capazes de dar fim às pragas, bactérias, fungos, etc. que viessem a atacar as colheitas, aumentaria a produção de alimentos, mesmo fora de época de sazonalidade e barateariam os alimentos à quase “nada”, e ainda, por serem isentos de “microorganismos” eram seguros para o consumo e favoreceriam o desenvolvimento da totalidade de nutrientes do alimento. Ok, algo disto é verdade, afora o desenvolvimento e novas técnicas agrícolas e de produção que tem muito mais a ver do que com os defensivos agrícolas. Porém, a questão da “fome mundial” é multifatorial, e principalmente, já sabemos de todas as conseqüências danosas para nossa saúde, solo, água e ar contaminados pelos agrotóxicos.
Agora, ouço a mesma “ladainha”, de que os transgênicos chegaram para acabar com a fome, pois produzem alimento a baixo custo, não precisam de agrotóxicos (?), são seguros, e ainda, produzem alimentos enriquecidos e com maior teor de nutrientes, etc..
Não é bem assim...Tive livre acesso a um laboratório de transgênicos e as plantações de milho e soja OMGs (o que não é muito freqüente no Brasil), e posso assegurar que nem tudo é o que parece. Já ouvi muita gente boa dizendo que prefere consumir os alimentos transgênicos aos com agrotóxicos, pois os transgênicos não levam estes venenos. Posso garantir, se o objetivo dos transgênicos era ser desnecessário o uso de um defensivo agrícola, a solução não veio a contento. Os grãos e sementes OGMs, além de levarem venenos no seu DNA, enquanto são manipulados em laboratórios para evitar o ataque de insetos e outras pragas, também precisam de agrotóxicos durante o cultivo, isto pude comprovar “in loco”. O que os cientistas alegam, é que estes levam uma quantidade menor de agrotóxicos em comparação aos produtos convencionais (isto não se pode garantir, mas realmente acho que procede). Mas, se levar em conta que as plantações convencionais levam defensivos agrícolas em demasia, acima do permitido e indicado, então, se os transgênicos também recebem um pouco menos, a quantidade será alta de qualquer modo. Mesmo assim, os transgênicos têm resíduos de pesticidas, os venenos químicos estão todos lá! Para encerrar o assunto, a fome mundial não tem nada a ver com engenharia genética ou com defensivos agrícolas.
As pesquisas efetuadas pelas indústrias de Biotecnologias que atestam a segurança de seus organismos geneticamente modificados são contestadas em todo o mundo. Até porque pesquisas manipuladas pegam uma “ciência ruim” e transformam em ciência de qualidade.
O que dizer das pesquisas do fabricante do medicamento “talidomida”, que garantia a efetividade e segurança da droga para o tratamento de enjôos das grávidas nos anos 50 e início dos anos 60. O que se viu foi o nascimento de centenas de bebês com má formação nos membros superiores e inferiores, e infelizmente, quando na maioria dos países, ao se vincular a síndrome com o remédio, rapidamente a droga foi banida em 1961, enquanto no Brasil, esperou-se que mais vítimas fossem acometidas para só em 1964, o governo, o ministério da saúde e as agências reguladoras da época tomassem a decisão de acabar com a venda deste veneno. Esta é a realidade do Brasil, vivemos na contramão do mundo; enquanto muitos países fecham as portas para os transgênicos, o governo escancara os portões.
Nunca vi, nem ninguém no Brasil viu pesquisas sérias oriundas da Monsanto, de longo prazo e com dados suficientes para oferecer conclusões sobre os OGMs (organismos geneticamente modificados) e com posterior aval de pesquisadores e universidades de renome isentas. E muito menos, o governo brasileiro acompanhou tais pesquisas antes de permitir o desenvolvimento, venda e plantio de tais sementes. E some-se a isso, a falta de fiscalização e controle em todo o setor.
E não pense que estou exagerando, no ano de 2002, governo Lula, quando os transgênicos ainda não eram permitidos de entrarem no país, não havia qualquer controle ou fiscalização aduaneira, no plantio e na venda de grãos, já que foi largamente noticiado que cerca de 70% de toda a soja produzida na região sul do país vinha ilegalmente da Argentina (lá os OGMs são permitidos há mais de 10 anos). Isto é comprovado pela notícia do jornal “Valor econômico” de 25/10/12: “Transgênicos "made in Argentina" = Cerca de 70% do mercado de sementes de soja transgênica na Região Sul do Brasil é dominado por companhias argentinas — movimento que teve início há quase uma década, e de forma ilegal, já que os transgênicos ainda eram proibidos na época”. Essa notícia tipifica a completa anuência, descaso e falta de fiscalização das autoridades Brasileiras em relação aos transgênicos e à nossa segurança alimentar.
De antemão, aviso a todos no Brasil, que não querem se alimentar de transgênicos, a redobrarem sua atenção, e não esperem ver o “T” bem pequeno dentro de um triângulo, em todas as embalagens de produtos que contenham mais de 1% de OGMs em sua composição, como prega a lei nacional. O próprio ministério da agricultura e a ANVISA (Agência de vigilância sanitária) alegam a dificuldade de fiscalização, pois é um campo que as empresas burlam muito.
Posso aferir este não comprimento, pois estava num Hortifruti no Rio de Janeiro, e como sempre faço independente de fazer compras ou não, costumo observar, ler e anotar dados e meios de comunicação de empresas que tenham “informações confusas” em relação ao produto exposto à venda. Observei uma embalagem com 3 espigas de milho, e pela aparência, pouca palha, os grãos em simetria, as pontas mais afinadas com alguma tentativa, mal sucedida, de ataque de “brocas”, e etc., que se tratava de uma variante “3642”, referente ao milho geneticamente modificado produzido em São Paulo. Antes, perguntei ao gerente, e este me garantiu que não era transgênico, pois se fosse segundo a lei, deveria vir com o aviso em “T” na embalagem, e blá, blá. Deixei a discurso para lá, anotei o telefone do fabricante no Espírito Santo, e liguei. O mesmo fabricante que atendeu a ligação era o que embalava e distribuía o milho, e ao questionar se este era transgênico, pois não havia o “T” dentro do triângulo na embalagem, este disse que, realmente este milho em questão era de SP, e era de DNA geneticamente modificado. Não obstante, foi uma carga temporária, pois usualmente, ele mesmo produzia, e o milho era da variante “1051”, sem transgenia, mas como teve um problema de compra e distribuição, para honrar a entrega com seus clientes, esporadicamente comprava o outro de SP, que era OGM. E ainda, me disse que, a tendência era passar a produzir em sua totalidade o milho transgênico “3642”, pois estava cada vez mais difícil comprar a variante sem transgenia, e ainda, a empresa que fornecia as sementes OMGs (Monsanto) oferecia vantagens de pagamento, entrega, divulgação, etc., que nenhuma outra fornecedora de sementes no Brasil sequer apresentava.

Vamos analisar:
1° Não há qualquer fiscalização, pois este produtor, simplesmente vendeu lotes de milhos OMGs numa embalagem que não alerta sobre o uso de transgenia. E pelo que notei, estas mudanças da variante dos milhos poderiam acontecer esporadicamente e ninguém seria avisado. Cadê a fiscalização dos órgãos competentes? E o Hortifruti e tantos outros supermercados, entrepostos, lojas de produtos naturais, etc. com isso tudo? Até porque provavelmente este fato não ocorreu só no hortifruti.
2° Viram a força e poder de barganha da Monsanto? Como resistir a tantas “facilidades”? E as outras empresas e pequenos comerciantes de não transgênicos fornecedores de sementes e plantas, inclusive de orgânicos, como sobreviver com esta competição?
3° A manipulação da legislação é fato, já vi produtos que certamente levavam produtos geneticamente modificados em sua composição (até estavam na lista do Greenpeace e outros órgãos não governamentais), porém, não vinham com a advertência do “T”, e ao questionar alguns destes fabricantes, eles alegavam que a quantidade de OMGs era menor que 1%, por isso, não avisavam nos rótulos. Me engana que eu gosto!
E talvez muitos não saibam, mas durante a aprovação dos transgênicos e discussão de porcentagem e de como seria o aviso destes alimentos nas embalagens, a Monsanto fez tudo para impedir a informação e sobretudo, lutou e impediu que os rótulos viessem com a frase “NÃO CONTÉM TRANSGÊNICOS”. Não conseguiu impedir a criação do “T” (que tem pouca serventia como podemos verificar, salvo exceções), mas bloqueou o “não contêm transgênicos”, preferindo o “T”, como pseudo-informação. Entretanto, como no Brasil, as empresas burlam, não há fiscalização, muitas empresas sérias e que querem se desvincular deste trator chamado Monsanto, usam nos rótulos a informação (bastante pertinente, diga-se de passagem, já que, do outro lado não dá para confiar muito).
Engraçado, se os OGMs fossem tão bons quanto pregam a Monsanto e aliados, por que não querem o aviso “T” (e tão pequeno, poderia ser bem maior) impresso no rótulo ou o “não contém transgênicos”??? O que realmente é bom tem mais é que divulgar! E estes estão por toda a parte no Brasil, mesmo sem o aviso nos rótulos; inclusive, muitos alimentos estão sendo geneticamente modificados, a título de pesquisa e colocados no mercado sem nossa anuência e conhecimento.
No fim do ano passado, um conhecido de SP, postou na rede social uma foto de sementes e grãos variados germinados, e teceu altos elogios às vantagens nutritivas, etc.. Assim que vi a foto, me chamou a atenção que, coincidentemente, este havia germinado quase os mesmos grãos no mesmo dia, que eu havia germinado aqui no RJ, porém os deles pareciam “gramado recém aparado com máquina”, todo crescido por igual, uma perfeição só, e bem mais desenvolvida que os meus. Entrei em contato com este rapaz, e ele disse que havia comprado este kit de sementes e grãos para germinar, em uma loja de produtos naturais de SP. Pedi, e ele me enviou um kit, mandei para análise em um laboratório universitário, e qual não foi minha surpresa com o resultado, quase 60% dos grãos provinham de transgenia. Este conhecido ficou uma “fera”, achando que estava trazendo benefícios para sua saúde. Mas, devo alertar aqueles que saem germinando grãos e sementes sem se preocuparem com sua procedência. Infelizmente, muitos grãos no Brasil são de DNA transgênico, e se não se conhecer a credibilidade do produtor, prefira pagar um pouco mais e adquirir sementes e grãos de agricultura biológica (orgânica).
É bom não esquecer que a germinação de brotos e sementes acentua o poder vitamínico e mineral do grão. Enfim, do mesmo modo, ao germinar a semente com modificação genética ou até repleta de defensivos agrícolas, ou ainda, que ficou em galpões cheios de umidade e sem proteção adequada por muito tempo e se encontra com mofo, por exemplo, se estão acentuando os elementos químicos anteriormente usados na sua criação ou manutenção, ou ainda, acaba se consumindo “in natura” germes, bactérias e microorganismos causadores de moléstias diversas como diarréia, colite, enxaquecas, etc.. Então, cuidado ao escolher seus grãos e sementes. Preferencialmente, escolha os orgânicos ou os de comprovada procedência. Senão o tiro pode sair pela culatra. Sei que pode ser difícil achar, mas procure em feiras e entrepostos orgânicos, são mais seguros para germinar.
Outro caso semelhante, aconteceu quando visualizei uma foto postada na rede social de um seguidor do crudivorismo, bastante orgulhoso, mostrando sua geladeira abarrotada de frutas, e o que despertou meu olhar crítico foi que, numa das prateleiras estava repleta de belas e grandes laranjas. Ao observar bem as laranjas, que de tão perfeitas pareciam verdadeiros “arco-íris”, elas brilhavam e vinham do amarelo clarinho, passando pelo amarelo, alaranjado, laranja, depois verde claro e verde reluzente, numa mesma fruta, e com padrões bem assimétricos. Neste mesmo período, soube de vários lotes de uma variante de laranjas geneticamente modificadas, que estavam em processo de pesquisa de aceitação de mercado, e que foram colocadas à venda no grande RJ, SP e Espírito Santo. Certamente, estas faziam parte deste lote, e infelizmente, o rapaz em questão, achando que estava consumindo um produto genuinamente natural e fonte de vida, estava na verdade, consumindo um subproduto cheio de química e substâncias estranhas ao organismo e à natureza. Como não conheço o rapaz, preferi ficar na minha, com medo de ser mal interpretada.
O fato de fazer severas críticas às empresas predadoras como a Monsanto, nada tem a ver com questão ideológica, até porque, não sou simpatizante de partidos de “esquerda” (ainda existe esta divisão???), não defendo o grupo dos “sem terra”, e principalmente, e acima de tudo, não sou contra o progresso ou o ciência. Pelo contrário, o que mais acredito e busco é o desenvolvimento da ciência na agricultura alimentar para oferecer conhecimento, melhores alimentos e qualidade de vida para todos os fazendeiros, pequenas famílias de produtores rurais e para a população consumidora em geral.
Claro que, há a questão da propriedade intelectual de quem criou o OGM, e dos royalties que devem ser pagos a esta pessoa ou empresa, mas isso é uma questão de regulação de mercado, da criação de regras claras, para que não tornemos nosso país dependente de gigantes internacionais que monopolizem o mercado (como já está acontecendo no Brasil), entretanto, devemos lembrar que contra esse tipo de capitalismo selvagem, já foi criado até o medicamento genérico e a quebra de patentes de indústrias farmacêuticas. Essa discussão pode e deve ser tida, mas isso não pode atravancar o desenvolvimento da humanidade.
E para isso, deve haver pesquisas mais aprofundadas, transparência nos métodos de pesquisas e resultados, causar o mínimo possível de efeitos colaterais sociais, ambientais e, mais do que tudo, não causar danos à saúde e ao desenvolvimento físico dos seres vivos. Até porque, estamos falando de alimentação, e como sigo a vertente de Hipócrates, considerado como o “pai da Medicina Moderna”, que diz “FAÇA DO SEU ALIMENTO, O SEU MEDICAMENTO”, não tem como apoiar uma empresa que só tem como filosofia de vida: lucros e expansão de seus negócios custem o que custar!
Asseguro pelos meus estudos e pesquisas revisadas, que a geração atual de alimentos transgênicos não é segura para o consumo e meio ambiente, talvez no futuro, isto se modifique, e as indústrias de biotecnologia dos alimentos se aprimorem e modifiquem seus OGMs. Mas por enquanto, nada!
Quando uma empresa de biotecnologia desenvolve um novo organismo, se pressupõe se seja respeitado o princípio da precaução, o impacto ambiental, a diversidade biológica (para que este não venha a sobrepujar todo o resto) e os estudos epidemiológicos asseverando sua segurança para consumo. E talvez a maioria não saiba, mas a partir do desenvolvimento da soja transgênica no Brasil nos idos dos anos 2000, todos estes estudos foram dispensados. Total absurdo!
Ou seja, os efeitos são similares, em alguns momentos, a liberação de um remédio sem que todos os testes que comprovem a segurança de seu uso tenham sido feitos, enfim, de maneira irresponsável. Mas os testes devem ser exigidos, assim como, se fazem com os remédios convencionais, ou a introdução de uma espécie exótica à nossa fauna e flora.
Não sou contra os transgênicos, sou contra a falta de pesquisas sérias, controle fiscal e científico, e principalmente, contra empresas como a Monsanto, que atuam no mercado como predadores egoístas ávidos por aniquilar tudo e todos, e querem a todo custo empurrar suas “verdades”, com uma única meta a alcançar de serem os “donos do mundo”!
A Embrapa (Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária) desenvolveu alguns OGMs de rara qualidade e importância, e com todos os cuidados necessários a tal feito, com tecnologia brasileira e toda a responsabilidade característica deste importante órgão. Recordo agora, de alguns benefícios dependendo do próprio OGM e do objetivo dos pesquisadores que o desenvolveram, por exemplo, leveduras que podem produzir mais etanol da mesma quantidade de cana que outras leveduras não modificadas; a produção de vacinas mais eficientes e baratas, etc. são exemplos de OGMs bem sucedidos.
O problema está quando esses OGMs são liberados no ambiente sem estudos suficientes, aí temos os mais diversos problemas, intoxicação da população e animais, impacto ambiental, como por exemplo, uma planta que consegue se propagar mais velozmente que outras não modificadas e acabam por "cruzar" com indivíduos não transgênicos, "sufocando" a outra espécie e assim a extinguindo, vacinas que curam o doente mais trazem efeitos colaterais, um milho híbrido mais rico em vitamina A, zinco e ferro, a priori mais saudável, mas que causa alergias diversas e doenças estomacais, etc.
Por isso, sou enfática ao relatar que os transgênicos atuais fornecidos pela Monsanto e congêneres, não são seguros, podem levar a dezenas de efeitos colaterais imprevisíveis. Há ainda, grande perigo pelo fato de ter havido uma quantidade muito pequena de testes feitos com essas substâncias, e o que poderá acontecer no futuro é uma incógnita.
Essa tecnologia pode ser uma das mais perigosas de todos os tempos e para a todo planeta terra, pois afeta toda a alimentação e meio ambiente.
Os alimentos estão sofrendo constantes mutações, que consistem em enormes modificações genéticas, nas quais estão sendo introduzidos genes de 6 ou 7 pragas diferentes para que deixem de atacar as plantações. Só que ninguém, nem a Monsanto, sabem os efeitos sobre o organismo e meio ambiente, a curto, médio e longo prazo.
Quem assumirá a responsabilidade pelos riscos dos transgênicos? O governo Lula que aprovou ou o governo Dilma que apoia? A Monsanto?
Estudo realizado no Reino Unido em 2003, citado pelo especialista norte-americano Jeffrey Smith no livro “Seeds of deception”, demonstrou que apenas uma safra de plantação dos produtos geneticamente modificados da Monsanto, no caso, a canola (talvez muitos não saibam, mas o “óleo de canola” é uma fraude, é transgênico, leia e entenda em http://ecocheervegan.com/nutricao-vegetariana/128-oleo-de-canola-e-uma-fraude-a-planta-que-deus-nao-criou-, foi suficiente para contaminar a área por 16 anos.
Ainda, segundo o escritor e pesquisador Jeffrey Smith, a Monsanto é uma empresa famosa pela maneira como manipula dados. "Alegações falsas da Monsanto levaram muita gente a ficar doente", ele costuma escrever em seus livros. Ele relatou a contaminação numa cidade próxima à fábrica da empresa nos Estados Unidos. Num rio da região, um peixe foi jogado vivo e em 10 segundos voltou à superfície regurgitando sangue e perdendo a pele. A Monsanto recusou-se a limitar as descargas no rio e nada explicou à população. Como ele costuma dizer, nos Estados Unidos existe um grande lobby por parte das empresas para inibir a ação da mídia e coibir a cobertura relativa aos produtos geneticamente modificados.
E aqui no Brasil estamos quase no mesmo patamar, é como se existisse uma “esquizofrenia” coletiva, que leva a todos, inclusive a imprensa acharem o máximo os OMGs, que não vêem nenhum problema nos transgênicos, em comê-los ou plantá-los, sem nunca terem acompanhando uma pesquisa, ou lido um livro a respeito, e ainda, acham a Monsanto igual a qualquer outra empresa de alimentos.
A produção atual de transgênicos “made in Monsanto” é irresponsável, e produzem plantas, grãos e sementes que bebem “veneno” e outras substâncias químicas nos laboratórios, para combater pragas, fungos, insetos, etc, e depois recebem mais veneno através dos agrotóxicos para formar este “excelente” alimento nas plantações brasileiras, que depois irão parar nos nossos pratos como alimentos “enriquecidos”(???) e “saudáveis”.
Não existem conhecimentos científicos sobre os impactos do uso de transgênicos no meio ambiente ou na saúde humana para a realidade brasileira.
Não há regulamentos técnicos para a segurança no uso dos produtos transgênicos, e estes tendem a provocar a perda da diversidade genética na agricultura, ou seja, contaminam o “pool” genético. Desaparecimento de espécies nativas nas plantações de transgênicos são conseqüências esperadas.
A erosão genética ameaça o futuro da agricultura e os transgênicos tornam a agricultura mais arriscada, podendo provocar a poluição genética e o surgimento de super pragas, além de matar insetos benéficos para a agricultura. Muitos insetos e microorganismos importantes como as abelhas, joaninhas, etc., morrem e desaparecem das plantações e entorno da agricultura de OMGs.
Os transgênicos podem afetar a vida microbiana no solo, levando ao solo infértil (já existem áreas assim nos EUA) devido ao risco de contaminação cruzada e, tragicamente, os impactos na natureza são irreversíveis.
Os transgênicos representam um aumento de riscos para a saúde dos consumidores e as multinacionais querem negar o direito dos consumidores à informação.
Existem mais de 600 publicações científicas que, relataram pelo menos, 65 riscos diferentes relacionados às reações tóxicas e alérgicas em seres humanos, danos à praticamente todos os órgãos. Desde problemas de nutrição variados como anemia, obesidade, problemas gastrointestinais, aumento de casos de alergia, principalmente entre crianças, além do aumento da resistência a antibióticos, até doenças degenerativas como cânceres diversos e mal de Parkinson estão sendo apontados como conseqüências diretas da ingestão de transgênicos.
Segundo dados do Incor, os casos de câncer no Brasil, principalmente na região sul, quintuplicaram na faixa etária dos 15 aos 50 anos, em todos os órgãos, sem explicação plausível. Estamos servindo de cobaias, junto com os pobres animais que consomem estas rações cheias de substâncias estranhas aos nossos corpos e à natureza.
É facilmente observado os danos aos órgãos de animais alimentados com as rações geneticamente modificadas a partir da soja Roundup Ready e outras mais atuais, muitos animais (gado principalmente) sofrem de esterilidade, com problemas de reprodução, e muitos morrem bem cedo do tempo de vida normal esperado para sua espécie, e com cânceres em diversos órgãos. Hoje em dia, isto é facilmente observado nos animais domésticos como cães e gatos alimentados com ração transgênica, muitos desenvolvem tumores em todo o corpo.
Há poucos anos, cientistas franceses usaram ratos para demonstrar os supostos efeitos nocivos de cereais geneticamente modificados. Estes animais sofreram enormes tumores mamários, bem como renal irreversível e danos ao fígado.
De acordo com fontes diferentes, os resultados não são conclusivos e a investigação poderia continuar com novos indivíduos.
Quantos animais tem de morrer diariamente para provar que os alimentos geneticamente modificados da Monsanto e congêneres não devem fazer parte da dieta de nenhum ser vivo? Vamos sempre dizer não à experimentação animal!
Fotos a seguir dos pobres ratinhos depois de ingerir os OMGs:
Como já sabemos a multinacional de biotecnologia de alimentos TRANSGÊNICOS MONSANTO está sedenta por lucro fácil e agora quer comprar a "Mãe Terra", e tudo que ela produz! Parece absurdo, e é, mas é verdade! Eles estão tentando adquirir patentes sobre os vegetais e frutas mais usados em nosso dia-a-dia, como pepinos, tomates, brócolis e melões, forçando os produtores a indenizá-los para produzir esses alimentos e podendo processar tais produtores caso eles não os indenizem.
Empresas como Monsanto descobriram falhas na legislação Européia para se darem bem, portanto foi criada aqui no Brasil uma petição no link a seguir http://www.avaaz.org/po/monsanto_vs_mother_earth_loc/?bFXStab&v=23981 para ser enviada aos governos da Alemanha, França, Holanda e todos os países signatários da Convenção Européia de Patentes para mobilizar a mídia e ajudar a fechar esses buracos, antes que eles criem um perigoso precedente global sobre as patentes. Para isso, precisamos que países como Alemanha, França e Holanda, onde a oposição está ganhando corpo e peçam uma votação para acabar com os planos da Monsanto.
Muitos fazendeiros e políticos já são contra -- só precisamos agora adicionar um pouco do poder popular, aqui também no Brasil, para colocar pressão nestes países e manter as mãos da Monsanto longe da nossa comida. Já somos quase 2 milhões de assinaturas contra a Monsanto, assine você também!
E dia 25 de maio de 2013 será a “ Marcha Mundial Todos contra a Monsanto ” capitaneada pelos “Organic consumers association”, Greenpeace, e outras ongs, etc. onde serão mostradas todas as arbitrariedades da empresa, os resultados de pesquisas em debates, passeatas com cartazes sobre o funcionamento e, conseqüências, da alimentação com transgênicos para o meio ambiente e para a saúde dos seres vivos. E o site www.ecocheervegan.com foi convidado e estará presente nos debates e nas passeatas na Europa, e pede que todos no Brasil, principalmente os consumidores de orgânicos, os pequenos agricultores familiares de orgânicos e aqueles que, prezam pela saúde e pelo meio ambiente participem ativamente, compartilhando as imagens e matérias, e façam parte desta grande “MARCHA MUNDIAL TODOS CONTRA A MONSANTO”. Vamos mostrar nosso desagrado com esta gananciosa e predadora empresa Monsanto. FORA TRANSGÊNICOS!
GUIA DE ALIMENTOS COM E SEM TRANSGÊNICOS: http://ecocheervegan.com/ecologia-e-sustentabilidade/159-guia-de-alimentos-com-ou-sem-transgenicos
Perguntas e respostas sobre os transgênicos do GREENPEACE: http://www.greenpeace.org.br/tour2004_ogm/?conteudo_id=540
VÍDEO DE 2 MINUTOS DE ALERTA DO GREENPEACE SOBRE OS TRANSGÊNICOS: http://ecocheervegan.com/ecologia-e-sustentabilidade/172-alerta-do-greenpeace-sobre-os-trangenicos
Kelly Slater pede boicote a Monsanto
O 11º campeão mundial de surfe, Kelly Slater, denuncia que o Havaí se tornou o maior laboratório de experiências com sementes transgênicas. Considerado o maior surfista de todos os tempos, Slater pede o boicote à Monsanto, fala sobre os malefícios dos transgênicos e o controle das sementes nativas pelas grandes empresas do agronegócio, e sugere um modo de vida mais natural e orgânico. (Em inglês) http://www.brasildefato.com.br/node/12285
Entrevista com Jeffrey Smith sobre a Monsanto e os OGMs
Entrevista do programa “Roda Viva” de 2009 com o Jornalista e mestre em administração Jeffrey Smith fundador do IRT (Instituto de tecnologia responsável) para pesquisas de segurança de alimentos, estudos e campanhas, com o objetivo de excluir a engenharia genética do suprimento dos alimentos, por conta dos riscos à saúde e ao meio ambiente. E autor dos excelentes livros “Seeds of deception” e “Roleta Genética” (recomendo para aqueles que querem conhecer suas pesquisas contra os OMGs).
http://www.youtube.com/watch?v=RDzgqVH4QUc
http://www.youtube.com/watch?v=MCUshpAKRrg
http://www.youtube.com/watch?v=Urnqh947q20
http://www.youtube.com/watch?v=K80n6zU0gq4
http://www.youtube.com/watch?v=DTnJXkrzqJ0
http://www.youtube.com/watch?v=6NXXNGqxpGQ
NOTÍCIAS:
08/02/2012: País puxa avanço dos transgênicos = Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil foi o maior responsável pela expansão do cultivo de transgênicos no mundo. No ano passado, a área global plantada com transgênicos cresceu 8%. Sozinho, o país respondeu por 40% dessa expansão. (Valor Econômico)
25/10/2012: "Soja Ronaldinho" em campo argentino = A Monsanto vai lançar no Brasil uma nova geração de soja transgênica, mas não vai vendê-la na Argentina por não conseguir cobrar royalties no país. Produtores argentinos avisam que vão contrabandear a semente, que chamam de "soja Ronaldinho". É o inverso do que aconteceu nos anos 90, quando produtos transgênicos eram proibidos no Brasil e produtores gaúchos contrabandearam sementes de soja da Argentina, batizada de "soja Maradona".
CONCLUSÃO
Muitos me perguntam como não consumir OGM, se a própria legislação e fiscalização no Brasil são falhas, e muitos produtos industrializados levam um ou mais ingredientes com transgênicos, sem aviso da letra minúscula “T” dentro do triângulo amarelo no rótulo. Sei que a tarefa é árdua, especialmente num país, que se vendeu completamente para a multinacional Monsanto, sem se importar com nossa saúde e meio ambiente.
O primeiro conselho é que desconfie de sementes, grãos, frutas, verduras e legumes excessivamente “simétricos”, grandes, belos e reluzentes demais. Sei que este conselho é um pouco vago, já que você não vai escolher o alimento “estragado” ou murcho, por exemplo, que também denota ser impróprio para o consumo e pobre em nutrientes. Como estudo bastante sobre as variantes produzidas em laboratórios, então por experiência, consigo com razoável índice de acerto, perceber que algo não está dentro do padrão de normalidade do alimento. Mesmo assim, você não tendo conhecimento específico, dá para ficar com o pé atrás, se em pleno verão, você achar morangos nacionais perfeitos e vermelhos para venda; certamente, ou são transgênicos ou levam uma dose cavalar de defensivos agrícolas. E também, se de uma hora para outra aparecem variantes de frutas e legumes naturais fora da época e com modificações (Ex: melancia brasileira em pleno inverno e produzida sem caroços, batata inglesa também nacional em pleno inverno com tamanho acima da média, etc.). Sem dúvida, ou levaram excesso de agrotóxicos ou são criações de laboratório.
Nos produtos industrializados, procure desenvolver o hábito de ler, não somente a data de validade, mas principalmente, o rótulo com a informação dos ingredientes e faça uma análise criteriosa destes. Enfim, se este diz que o produto em questão leva “óleo de milho, canola ou de soja”, e não explicitam que são orgânicos, certamente é de produção transgênica. O mesmo vale para quando leva “milho”, ou “amido de milho”, ou “Glucose de milho”, e não são de produção orgânica, também são OGMs. E algumas empresas só produzem alimentos industrializados com ingredientes geneticamente modificados, para saber quais são estes fabricantes, entre no site www.ecocheervegan.com e veja a lista das empresas que usam transgênicos e boicote!
Outro conselho que faço, é volta e meia pegar os telefones e e-mails de fabricantes e ligar ou escrever (não toma mais de 15 minutos) e questionar se levam OGMs, e se disserem que sim, reforçar que deixará de comprar o produto e pedir que a empresa repense e produza alimentos sem transgenia, e dê a sugestão, de se investir em alimentos orgânicos. Nós os consumidores, somos o elementos mais importantes da cadeia de fabricação de um alimento, o objetivo final e a quem se destina tudo o que fazem. O poder está em nossas mãos!
Por isso, acredito na informação de verdade, e depois, grande parte das pessoas (mas sei que nem todas se importam com o que comem) sabendo o que estão comprando e colocando em seus corpos, elas passem também, a exigir mais ética, transparência e qualidade do que comem.
Outra atitude que funciona muito é assinar petições on line ou em eventos esportivos, festivos, etc.; como já aconteceram contra o monopólio da Monsanto e/ou dos produtores de defensivos agrícolas que querem deter para si o poder de venda absoluto de sementes e plantas no RJ. E deram resultados positivos. Quando estamos juntos, somos fortes! Não podemos simplesmente “engolir” o que um governo leniente ou empresas inescrupulosas como a Monsanto nos empurram!
E no dia a dia, fiquem atentos aos alimentos e derivados que levam OGMs, tanto in natura, quanto industrializados nos supermercados, restaurantes, nos congelados prontos, etc. como: milho (espiga, pipoca inclusive de microondas, óleo, farinha de milho, fubá, polenta, salgados de milho em pacote, amido de milho, preparos prontos para bebidas com amido de milho, fermento químico para bolos, óleo de milho, glucose de milho – é um tipo de açúcar a base de milho, etc.), soja (óleo de soja, ração para cães e gatos, leites de soja, preparados prontos para bebidas, etc.), algodão (óleo, etc.), batata (embaladas como “Pringles”, e outras marcas, prontas e pré-fritas), etc..
E talvez, o conselho mais importante, se você realmente se preocupa com sua saúde, meio ambiente e os animais, e busca qualidade de vida, invista nos produtos biológicos (orgânicos). Realmente é um investimento, ouço que os orgânicos são bem mais caros que os convencionais, difícil de achar, etc.. Ok concordo em termos, podem ser um pouco mais caros, mas pense como um investimento hoje, sendo que você deposita um valor maior em alimentos que criarão um aporte maior na sua saúde e qualidade de vida para o futuro, e gastando um pouco mais agora, você terá uma economia com médicos e farmácia amanhã. Já as pessoas que só comem “junk food”, alimentos com agrotóxicos e transgênicos economizam hoje, mas no futuro estarão no mínimo, cansadas, sem energia para nada, deprimidas, e quiça, com pressão alta, colesterol, triglicéreos e/ou glicose sem controle, obesas, e no extremo, com doenças degenerativas diversas e cânceres, e dá-lhe dinheiro para remédios, tratamentos, terapias, médicos, etc..
Outro ponto socioeconômico prol orgânicos é que estes já foram bem mais caros, hoje se acha em feirinhas nas ruas e comunidades diretas do produtor ao consumidor, sem intermediários como nos supermercados e hortifrutis, por isso o preço, principalmente das verduras e temperos (que são os mais atacados por venenos na agricultura convencional) é bem próximo dos com agrotóxicos. Exemplos de preços das feirinhas de orgânicos no RJ em Abril de 2013: molho de alface (R$ 1,50), rúcula (R$ 2,00), Agrião (R$ 2,00), milho de pipoca embalagem 500Gr (R$ 3,50), Suco de uva tinto integral orgânico garrafa de 1 litro (R$ 12,00), etc..
Veja no link a seguir onde achar as feirinhas orgânicas com preços em conta e lojas que vendem orgânicos por todo o Brasil: http://ecocheervegan.com/nutricao-vegetariana/121-organicos-podem-melhorar-a-saude-onde-achar-pelo-brasil-afora-pelo-melhor-preco
E obvio é a “Lei da oferta e procura”: maior a demanda por orgânicos, maior será a produção, então, mais competição e oferta de produtos, o preço tende a cair mais e mais.
Não podemos esquecer a questão social, pois quando compramos orgânicos, estamos ajudando a manter o “homem no campo”. A maioria dos produtores de orgânicos é de famílias de pequenos agricultores, que vive do sustento do campo. Estas famílias de agricultores têm uma função de preservação ambiental muito importante, pois como não usam defensivos agrícolas, freqüentemente, usam rotação de cultura, inseticidas naturais e respeitam o ciclo do solo e estações climáticas.
Enfim, faça a sua parte, diga não aos Transgênicos, evite os alimentos com Agrotóxicos, e sempre que possível, invista nos produtos Orgânicos!
Se você ainda se pergunta, por que é tão importante lutar contra empresas de biotecnologia como a Monsanto, e seus alimentos geneticamente modificados, peço que reflita: "Se você controla a alimentação, você controla as pessoas. Se você tem a semente, você controla os alimentos e, conseqüentemente, o mundo todo!"
Jaqueline Louize
Nutrição / Educação Física








